sábado, 20 de agosto de 2011

Parênteses

Gritou, gritou!
Minha cabeça era só grito:

Os dias passaram, o ano acabou e eu aqui com você!
Senti em meio ano todas as densidades de sentimento
Vi e acreditei em toda a diversidade do universo:


Teve mal estar e indecisão
(Também teve - e tem - tesão!)

Teve mal humor e mau presságio

(houve mais que um estágio!)

Teve briga, carinho e pedido de perdão
(Todos de um só lado da razão)


Teve rima de pé quebrado
Teve sonho compartilhado
Café com carinho
(E vinho!)

Teve farra e imprudência

(Também teve abstinência!)

Teve medo e solidão
(Amor de um só coração!)


Mas ainda vai ter muito mais
(Enquanto eu não tirar-lhe a paz!)


E você vai ler muito amor e ardil
(Versos lindos ou coisa pueril)

Porque eu te quero ainda muitas vezes
(A começar desses primeiros 6 meses!)

Sofrendo de saudade e de remorso,
Tua,
Ana Célia (sempre insegura) Dias

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Felicidade monografística!

Queria poder pegar aquele frenesi e engarrafar 
Pra sentir toda vez o mesmo sabor do momento
Pois você ficou como nunca vou voltar
A ver - aquele olhar, aquele sentimento

Gostaria de guardar numa caixa pra espiar
Sempre que o teu sorriso morrer e eu não puder buscá-lo
Pois nunca mais vou ver tanto relembrar
Da felicidade que vi ao tocá-lo

Sou muito grata ao teu grande momento
Fui coadjuvante dessa celebração
Sou feliz pelos teu momentos assim

E muito de vez em quando comento
Esses toques vindos com pretensão
Que tua alegria passa pra mim

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pelo ralo

Já descrevi canalhices
Já dediquei textos a amigos
Já morri de amores nesse canto
Já implorei atenção...

Foram tantos fatos, tantas gafes emocionais
Agora me sinto roubada
Sinto a dignidade roubada
A saúde roubada
O tempo roubado

Porque na minha idade,
Tempo é o que me resta de mais precioso
tempo de querer bem
Tempo de agradar

E como é cruel jogar carinho fora
Desperdiçar consideração
Deixar ir pelo ralo o melhor de dentro

Bem...
É isso:
Aos 43 anos tem ficha por cair ainda!
Chega de versos expelidos pela alma
Chega de toques bem calculados para o agrado

Há mudanças a fazer
Há lençóis a colocar do avesso

terça-feira, 22 de março de 2011

Parindo

Pari sentimentos loucos
Botei fora uns lixos junto com a placenta
E agora ninguém mais me aguenta!
Estou vivendo bem e aos poucos

Nasceu meu amor e venho criando
Alimentando, dando banho e a andar- o meu bem
Como criança vai crescendo e também
Respondendo, sendo mal criado me decepcionando

Deixo aqui o meu parto em nove meses esperado
O parto a cada dia me trazendo as dores vis
E as dores me ensinando a ser mulher e tresloucada

Que ser mãe em meio as dores me fez rir um bocado
Mas a cada contração me sinto mais feliz
E aguento as dores tristes e me sinto delicada

sexta-feira, 18 de março de 2011

Eu apenas queria...

...estar com a idade de hoje quando você andava no mundo
Estar mais próxima apesar da infância da época
Por que você foi um dos que me ensinaram a gostar de mundo bom.
De frases fortes e amor verdadeiro.
Apesar da tenra idade, quando você andava no mundo, os ouvidos sofriam menos
Ninguém tinha vergonha de lutar pelo que se quer.

Saudade de você pequeno Gonzaga! Fica em paz!


Diga Lá, Coração

Gonzaguinha
 
São coisas dessa vida tão cigana
Caminhos como as linhas dessa mão
Vontade de chegar
E olha eu chegando!
E vem essa cigarra no meu peito
Já querendo ir cantar noutro lugar.

Diga lá, meu coração
Da alegria de rever essa menina,
E abraçá-la,
E beijá-la.

Diga lá, meu coração
Conte as estórias das pessoas,
Nas estradas dessa vida.

Chore esta saudade estrangulada
Fale, sem você não há mais nada
Olhe bem nos olhos da morena e veja lá no fundo
A luz daquela primavera.

Durma qual criança no seu colo
Sinta o cheiro forte do teu solo
Passe a mão nos seus cabelos negros
Diga um verso bem bonito e de novo vá embora

Diga lá, meu coração
Que ela está dentro em peito e bem guardada
E que é preciso
Mais que nunca
Prosseguir,
Prosseguir.