quarta-feira, 28 de julho de 2010

E daí? Miguel Gustavo

Proibiram que eu te amasse
Poribiram que eu te visse
Proibiram que eu saísse
E perguntasse a alguém por ti
Proibam muito mais
Preguem avisos
Fechem portas
Ponham guisos
Nosso amor perguntará
E daí, e daí
Daí por mais cruel perseguição
Eu continuo a te adorar
Ninguém pode parar meu coração
Que é teu

O que eu quero de você!


Quero teu sorriso de pipa no ar
Teu olhar de segredo de amor

Tua voz de brisa matutina
Teu toque de algodão doce

Quero teu jeito de se espalhar

Que não combina com o teu sussurrar

Que um é garoto sem rodeios
E outro esconde teus anseios

Quero somente o melhor de ti

Que é o teu todo - integral

Que me completa no meu mais profundo

Enfim quero poder te olhar dormir

Que essa insônia por ti é proposital
Porque quando te olho, admiro meu mundo!
Ana Célia Dias

Eloquente de me acabar...me virando do avesso pra você

Que é a coisa mais maravilhosa que já me aconteceu!

Urgência


O meu amor é urgente feito um dia de fome
Como mãe velando febre

Porque a saudade me faz cada vez mais tua

Aumenta meus minutos
e minha impaciência

É que estar contigo me traz uma nódoa de tristeza

Que mancha a tua presença

No talvez da tua partida


E quando me deixas

Em mim também teu beijo de outro dia (talvez)
E me agarro ao teu cheiro

Sustentando até a próxima vez

Sem rima (pra alguém num sono exausto de amor!)

Ah! se você soubesse das delícias do meu coração
Poderia sentir o meu acordar
A grande surpresa de te ver ali
Dormindo junto a mim

Porque toda a confiança do mundo
Está contida nesse momento
O momento de sabê-lo companhia,
Proteção, e ainda que, inconscientemente...
...Paixão!

Que o teu dormir se faça
Muitas vezes ao meu lado
Repetidamente cansado
Por causa dos "benefícios"
Causados por mim

Pois é lindo, delicioso e
reconfortante sabê-lo meu
enquanto tua.

Ana Célia (apaixonada) Dias

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Teu braço...mais uma vez!


Hoje nem sei se sai poema...
Não quero uma rima rica.
Quero a tua pele rimando com a minha.
Quero a prosa do teu toque, a descrição do teu beijo na minha nuca!

Quero todo o pôr-do-sol que você me proporciona.
Quero todos os sentidos alertas.
De ver você chegar ao vê-lo partir...

Quero essa enchente de emoção que meu coração anuncia

Que de você eu quero tudo, sem o pudor da falta de egoísmo.
Te desejo com a aspereza das dores,
O desespero do enlouquecido.

E claro, quero a tua recíproca.

Onde me abandono nos teus cheiros.
Quero ainda teu coração na minha mente

Que a tua mente me é rara como os momentos contigo
Que a raridade se faz num átimo

Fechar os olhos e não te sentir mais lá

Quero tudo, tudo intenso, tudo louco

Tudo carinho e cheiro e gosto

E quero antes de tudo nos descobrirmos... ...
Vezes sem fim!


Alardeando o tímido. Escondendo o escandaloso por você!

Pra um menino que traz à tona a mulher que vive em mim!!!!

Menino

Ivan Lins

Composição: Ivan Lins / Vitor Martins

Me agarro nesse menino, que tem os olhos tranquilos
Os olhos mais lindos, a boca aguada de tamarindo

Me agarro nesse menino, que tem os dias sadios
Que é peixe no rio, que é bicho acuado sem meus carinhos

Me agarro nesse menino, que tem o campo cerrado
Um baio selado e fogoso esperando por meus domingos

Me agarro nesse menino, com cola, com visgo de figo
Que brinca comigo, enquanto meus filhos estão dormindo

Será que ele cresce?
Me faz pouco caso
E um dia me esquece?

Preciso desse menino, que tem na sua algibeira
Segredos e chaves, que abrem porteiras pros meus caminhos

Preciso desse menino, de sua água de mina
Que lava meus dias e os deixas quarando num sol a pino

Preciso desse menino, que tira ouro do milho
Da vida o destino, com seu canivete cor de alumínio

Preciso desse menino, que eu carrego aqui dentro
Sem ele eu perco todo encantamento por ter crescido

Será que ele cresce? Me faz pouco caso E um dia me esquece

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Texto recebido de olhos falantes repassado para um homem arrepiante!


Certeza

Mário Quintana

Não quero alguém que morra de amor por mim…Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…E que esse momento será inesquecível..Só quero que meu sentimento seja valorizado.Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,que faço falta quando não estou por perto.Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,sem ter de me preocupar com terceiros…Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…e que valeu a pena.


Bjs com perfume de Jasmim!

Texto escrito em outros tempos quando já se sabia que você viria ao mundo muito depois!

O Belo é Necessário Neste mundo o lindo é necessário. Há mui poucas funções tão importantes como esta de ser encantadora. Que desespero na floresta se não houvesse o colibri! Exalar alegrias, irradiar venturas, possuir no meio das coisas sombrias uma transmudação de luz, ser o dourado do destino, a harmonia, a gentileza, a graça, é favorecer-te. A beleza basta ser bela para fazer bem. Há criatura que tem consigo a magia de fascinar tudo quanto a rodeia; às vezes nem ela mesmo o sabe, e é quando o prestígio é mais poderoso; a sua presença ilumina, o seu contato aquece; se ela passa, ficas contente; se pára, és feliz; contemplá-la é viver; é a aurora com figura humana; não faz nada, nada que não seja estar presente, e é quanto basta para edenizar o lar doméstico; de todos os poros sai-lhe um paraíso; é um êxtase que ela distribui aos outros, sem mais trabalho que o de respirar ao pé deles. Ter um sorriso que - ninguém sabe a razão - diminui o peso da cadeia enorme arrastada em comum por todos os viventes, que queres que te diga? é divino.

Victor Hugo, in 'Os Trabalhadores do Mar'

terça-feira, 20 de julho de 2010

Sem pé nem cabeça!

Uma conversa particular de improvisos loucos!
não quero atrapalhar
sou o seu último estorvo
quero apenas mostar-me por dentro

Como Poe e seu infectível corvo

me deixar levar pela loucura
que é esperar pelo seu tato
pela fala e pelo meu gosto em teu palato

pra você o olimpo
enquanto mortal
pra você
que mortal enquanto meu deus!

"só goste de mim se for pra gostar inteira"
"não me maltrate com bons tratos que a
gentileza assim é a mais cruel das atitudes"

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Dia do amigo!!

Sem texto.... Sem jeito...
Tenho amigo de tudo quanto é modelo, ano, cor e marca! Tem os amigos de ferro: duráveis, aguentam pancada e por isso mesmo me aguentam com muuuuito amor. Dá até pra citar o nome: Saulo Matias e Fabrício Santana. Tem os voláteis: aparecem e desaparecem sem deixar vestígios. Tem os eternos recentes: são recentes por mais que os conheça há 10 anos: nunca sabem de você. Dá sempre a impressão que você acabou de conhecê-los... Há ainda os amigos bom dia! Bom dia! só isso! E há o amigo amor: você ama! Não tem porquê! A gente mesmo nem tem idéia! Ama-se e pronto: sem explicação!
Pra você que transforma meu dia numa novidade constante. Que me faz ser feliz sem motivo! Amigo de infância ou do minuto atrás! Muito obrigada por temperar minha existência!
Cheirinho nenéns que hoje eu estou numa melancolia medonha!

60 anos de forró!!


...O que dizer? Qualquer coisa que eu diga vai soar mesmice! Mas apesar de ser mpbista violenta, nada me deixa mais melancólica do que esse ritmo. Fico ouvindo Marinês (porque claro, eu estou falando de forró mesmo!! de letra inteligente, de realidade nordestina, de amor e situação séria!) e fico triste! Tristeza boa (sic) de saudade do que não vivi, de amor não correspondido com dor de sertanejo. E nada mais tradução do que letras como a que vai aí embaixo. Pra você que sofre como eu por boa música e pela falta dela, fica aqui o recado: Insistamos nos nossos ícones, as próximas gerações também têm o direito de sofrer com classe! Cheirinhos nenéns e comemorem os 60 anos do nosso ritmo-avô-nordestino!

Quem me levará sou eu

Dominguinhos

Amigos a gente encontra
O mundo não é só aqui
Repare naquela estrada
Que distância nos levará
As coisas que eu tenho aqui
Na certa terei por lá
Segredos de um caminhão
Fronteiras por desvendar
Não diga que eu me perdi
Não mande me procurar
Cidades que eu nunca vi
São casas de braços a me agasalhar
Passar como passam os dias
Se o calendário acabar
Eu faço contar o tempo outra vez, sim
Tudo outra vez a passar
Não diga que eu fiquei sozinho
Não mande alguém me acompanhar
Repare, a multidão precisa
De alguém mais alto a lhe guiar
Quem me levará sou eu
Quem regressará sou eu
Não diga que eu não levo a guia

De quem souber me amar

Olhos falantes!!!

Tem gente que fala com a boca, (idiota, mas verdadeiro) são pessoas que nos são apenas pessoas que falam. Passam despercebidas.... Outras falam com as mãos. A comunidade italiana que me perdoe - são estabanadas como eu! Há ainda as que falam com odores! O medo, a alegria, qualquer coisa que sentem - exalam! E há aquelas que falam com olhos, às quais eu escreveria um poema porque dão uma inspiração doida! Esse pequeno texto é dedicado à minha amiga Geo, (que não vou citar o nome completo por motivos óbvios!) que me é cara, rara, importante e me deixa com a sensibilidade à flor da pele, porque antes de qualquer adjetivo me respeita! Cheirinho nenéns que ela merece!

sábado, 17 de julho de 2010

Gueixa




















Ana Célia Dias

Eu te espalho inteiro sob o óleo de amêndoas
Deixo que teu corpo todo escorregue em meus dedos

E nesse prazer imenso de saber dos teus centímetros
Beijo-te inteiro e permito-me a dizer-te meus segredos


Que o que fazes em mim é descobrir quem sou

Nem me imaginava no papel de oriental

Então me lembras que isso é coisa de profissional

E nem sabes que isso era só teste - funcionou!


Por que me permites que eu seja somente eu

Que eu explore a mim enquanto uso do meu toque
E faça do teu corpo meu melhor instrumento


E me afine com você que me arranca notas do céu

E me faça arrancar pele embaixo das unhas

E me faça mulher - no meu mais pleno momento!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dia do rock!!

"Nossos ídolos ainda são os mesmos..."
Já diria Belchior, que apesar de não ser lá esse roqueiro todo, traduz essa verdade dos nossos dias. Minha geração viveu o melhor já produzido em rock, internacional ou não.

Tenho o maior orgulho quando vejo que meu filho curte Legião, Titãs, Paralamas.... (claro, a impáfia de minha parte é grande porque ele também adora Quarteto em Cy!)

Ainda que contaminados pelo vírus do mau gosto, essa geração tem salvação, pois acredito no darwinismo cultural:

Essas poluições sonoras - um eufemismo de minha parte - vão passar! Pois o que é bom mesmo, resiste!
Saudades do Camisa de Vênus, Ira!, Nenhum de nós... mas tenho a maior fé que muita coisa boa ainda está por vir.
Agradeço aos meus amigos a companhia na saudade daqueles tempos.
Tudo o que é bom de verdade vira tatuagem. Claro que todo mundo tem seu lugar ao sol e que quem gosta de passado é museu. Mas música boa não é velha nem é nova - é eterna!
Feliz dia do rock pra você!

Cheirinho nenéns que eu vou nessa antes que entre numa nostalgia dolorida.

A arte imitando a vida

Renato Russo

Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado

Que hoje eu quero fazer tudo por você


Quero ouvir uma canção de amor

Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo

Por amor

domingo, 11 de julho de 2010

Das brigas subliminares


Ana Célia Dias
Sempre acho que não combina

Mas insisto nesse brincar

Em teu colo - como menina

Fazendo esforço pra não pesar


Que teu jeito homem - de beijar menino

Me suporta o peso e a emoção

Mas ao beijar-me o colo e a boca

Fico insana. e tão leve e louca

Que me faço bolha de sabão


E esse ato de me deixar etérea
Ao ficar por cima (sensação aérea)

Formiga o corpo pelo esperado jorro
(tão bem me cobre a pele com a tua)
Que não é mais homem - é o meu forro


E esse gemido num crescendo

Pelas entranhas antes da garganta

Me é triste e bom como choro
E se não bastasse meu gozo ganho

De bom grado: amoroso e estranho

O teu gemido 'inda me faz coro!

Não me importa o que vai acontecer
daqui pra frente

É louco perigoso e bom...

(Curtiu ou se arrependeu?

O que importa se já não cremos

Importa é que teu corpo é meu
Que eu sou tua e que vivemos!)

Prova de Carinho

Adoniran Barbosa
Composição: Adoniran Barbosa / Hervé Cordovil

Com a corda mi
Do meu cavaquinho
Fiz uma aliança pra ela,
Prova de carinho.

Quantas serenatas
Eu tive que perder,

Pois o cavaquinho

Já não pode mais gemer.
Quanto sacrifício

Eu tive que fazer,
Para dar a prova pra ela
Do meu bem querer.

sábado, 10 de julho de 2010

Dois

O mais difícil – eu te digo
É construir a antiga intimidade
Aquela que tínhamos tu e eu, antes de nascermos.


E apenas sorri, olhando para o céu

Tentando lembrar de antigas nuvens e de asas.

Eu te pergunto o que aprendeste de novo

Ao longo desses milhares de anos.

Conversamos sobre amores e desamores
Sobre morrer centenas de vezes nos braços de alguém
Sobre misturar lágrimas com a água da chuva.


Somos feitos de passado.


Dançávamos devagar aquela música lenta de sensações

De descobertas dos outros e de nós mesmos

Enfim acreditando
Que construções novas sempre nascem dos escombros.

Cantávamos devagar uma canção milenar de amizade e de respeito

Que pode fazer dormir até o mais rígido insone

E amolecer o mais duro - meu e teu –
O mais duro e impenetrável peito.
(Saulo Roberto Barreto Matias)

Amores verdadeiros....

...nunca acabam!
apenas adormecem...
e pode ser uma longa hibernação!
O acordar pode trazer um local diferente
daquele no qual um dia fomos dormir.
Ana Célia Dias

Um dia escrevi esse poema tão pequeno
como eu estava me sentindo no momento....
aí vem você e me fala bem baixinho:
acorda que o inverno acabou!
e me aqueceu mais que o sol da primavera!


terça-feira, 6 de julho de 2010

Mais bobagens poéticas pra você!!

Reciprocidade
Ana Célia Dias (para uma morenice desejável)

Ah! que prazer me dão alguns sons
Sons de água em cascata, vento nos cabelos
Sons de pássaros num gorjeio atroz...
Sons lindos, comuns ou raros
Mas nenhum me é tão caro
Quanto o som de tua voz!

E não só o som - o assunto:
Da vontade de estar junto
À discussão sobre leitura.
Qualquer desses cheios de ternura
E paciência pra ouvir minhas tolices
E elegância pra me ver na meninice

Porque tua fala me desperta lembranças
Daquelas que ainda estão por vir
Saudades de palavras que ainda não ditas
Assim mesmo as acho bonitas
Pois é tudo bom de ouvir

E além do som, algo surreal
(Que foi um susto essa semana)
Com o mesmo afã de quem ouve um trator:
À minha afirmação de saudade
Soube da reciprocidade
E foi só zumbido, ruido e rubor

Pra você que preenche meus dias,
que me responde com lacunas (que eu entendo todas!)

Que me faz sentir importante,
que respeita minhas bobagens românticas.

Pra você que faz da minha vida uma aventura-segura!
Pra você que é o meu som preferido no momento....
(sei que ainda me dará melhores!)

Pra você toda as bondades do mundo!!!

domingo, 4 de julho de 2010

Mãos crispadas!


Sem comentários que isso aí só pertence à mim!
Cheirinhos nenéns que eu to muito cheia de coisa boa!

Sintetizando


Pois é...
Acabou-se o São João e quase me acabo junto!
Mês feliz, de acontecimentos marcantes!
Ontem, eu fui ao Parque do Povo me despedir do São João 2010!
Foi bom (parafraseando Ivan de Paula): bem-muito-com-força!
Deu pra rever uns conceitos, mudar uns paradigmas, conhecer gente boa, nova e interessante!
Deu pra sentir muuuuuuuito prazer!
Deu pra se divertir com amigos!
Deu pra fazer doidera etílica!
Deu pra cozinhar pros amigos!
Deu muito pano pra manga!
Deu pra esculhambar a seleção!
Esse meu São João foi frugal: enfiei o pé na jaca, descasquei muuuito abacaxi e chutei a melancia!!!
Teve aí uns bons acontecimentos (tudo bem, uns loucos outros mais sensatos!)
Mas trocando em miúdos: deu pra viver muito!
Deu pra se sentir desejada! e linda! (olhando pra minha pele hoje, dá pra saber que funcionou!)
Pois é: deu pra saber das novidades dos amigos que estão em efervescência!
Então é isso nenéns!
Me despeço do São João como uma boa curtidora de um monte de prazeres de todos os tipos e tamanhos!
Cheirinhos que hoje eu retomo Os Trabalhadores do Mar, que já me foi pedido com uma morenice tão deliciosa, que eu não pude negar!

Avassaladora

Gonzaguinha

Avassaladora
senta no seu colo
lambe o pescoço
morde a orelha
enfia a língua
por entre seus dentes
tomando toda a sua boca
ela é louca
muito louca e,
ele adora sua mão
apertando o que deseja
com calor e com carinho
ensinando o caminho
da loucura
e acabando com
seu medo de não poder
e o macho se solta
se larga, se acaba na
mão da rainha
com todo prazer.
e o macho desmonta
no grito de gozo
na mão da rainha
e desmaia
de tanto prazer.

Quase

Ana Célia Dias

Por pouco não senti teu beijo quente
Que sob a lua, no tempo, não tem amante
Por um triz não fiquei assim dormente

E esbarro na discrição desconcertante


E o abraço veio amigavelmente

De minha parte surgindo o prazer errante

Vontade de romper barreiras têxteis
E sentir o teu calor reconfortante


E essa recusa, sutil e tão marcante

Que aceito com ternura obediente
Sabendo ser teu jeito não mutante

Só me faz querê-lo mais intensamente

Aos olhos alheios algo inconsciente

Aceito e aguardo o meu instante


Perdão pelo texto - é tão berrante!
Não pude resistir à inspiração provocada!
o registro é verídico, medonho e querido
Mas não poderia ser de outro jeito!