O mais difícil – eu te digoÉ construir a antiga intimidade
Aquela que tínhamos tu e eu, antes de nascermos.
E apenas sorri, olhando para o céu
Tentando lembrar de antigas nuvens e de asas.
Eu te pergunto o que aprendeste de novo
Ao longo desses milhares de anos.
Conversamos sobre amores e desamores
Sobre morrer centenas de vezes nos braços de alguém
Sobre misturar lágrimas com a água da chuva.
Somos feitos de passado.
Dançávamos devagar aquela música lenta de sensações
De descobertas dos outros e de nós mesmos
Enfim acreditando
Que construções novas sempre nascem dos escombros.
Cantávamos devagar uma canção milenar de amizade e de respeito
Que pode fazer dormir até o mais rígido insone
E amolecer o mais duro - meu e teu – O mais duro e impenetrável peito.
(Saulo Roberto Barreto Matias)
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