domingo, 4 de julho de 2010

Quase

Ana Célia Dias

Por pouco não senti teu beijo quente
Que sob a lua, no tempo, não tem amante
Por um triz não fiquei assim dormente

E esbarro na discrição desconcertante


E o abraço veio amigavelmente

De minha parte surgindo o prazer errante

Vontade de romper barreiras têxteis
E sentir o teu calor reconfortante


E essa recusa, sutil e tão marcante

Que aceito com ternura obediente
Sabendo ser teu jeito não mutante

Só me faz querê-lo mais intensamente

Aos olhos alheios algo inconsciente

Aceito e aguardo o meu instante


Perdão pelo texto - é tão berrante!
Não pude resistir à inspiração provocada!
o registro é verídico, medonho e querido
Mas não poderia ser de outro jeito!

Um comentário:

  1. Diante da sua habilidade com as palavras. Eu não sei nem o que sinto. De uma coisa tenho certeza: que eu adoraria ter a mesma agilidade que você tem com elas.

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