domingo, 11 de julho de 2010

Das brigas subliminares


Ana Célia Dias
Sempre acho que não combina

Mas insisto nesse brincar

Em teu colo - como menina

Fazendo esforço pra não pesar


Que teu jeito homem - de beijar menino

Me suporta o peso e a emoção

Mas ao beijar-me o colo e a boca

Fico insana. e tão leve e louca

Que me faço bolha de sabão


E esse ato de me deixar etérea
Ao ficar por cima (sensação aérea)

Formiga o corpo pelo esperado jorro
(tão bem me cobre a pele com a tua)
Que não é mais homem - é o meu forro


E esse gemido num crescendo

Pelas entranhas antes da garganta

Me é triste e bom como choro
E se não bastasse meu gozo ganho

De bom grado: amoroso e estranho

O teu gemido 'inda me faz coro!

Não me importa o que vai acontecer
daqui pra frente

É louco perigoso e bom...

(Curtiu ou se arrependeu?

O que importa se já não cremos

Importa é que teu corpo é meu
Que eu sou tua e que vivemos!)

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