segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pelo ralo

Já descrevi canalhices
Já dediquei textos a amigos
Já morri de amores nesse canto
Já implorei atenção...

Foram tantos fatos, tantas gafes emocionais
Agora me sinto roubada
Sinto a dignidade roubada
A saúde roubada
O tempo roubado

Porque na minha idade,
Tempo é o que me resta de mais precioso
tempo de querer bem
Tempo de agradar

E como é cruel jogar carinho fora
Desperdiçar consideração
Deixar ir pelo ralo o melhor de dentro

Bem...
É isso:
Aos 43 anos tem ficha por cair ainda!
Chega de versos expelidos pela alma
Chega de toques bem calculados para o agrado

Há mudanças a fazer
Há lençóis a colocar do avesso