Ana Célia DiasQue a fala te diz quem sou
Não duvido, sei que crês
Mas e o meu medo atrevido,
Esse anseio dolorido,
Pela hora que me vês?
Olho no olho, pele na pele
Fala desconexa, adolescências...
Que dor mais prazerosa é essa
Que me faz errar os caminhos?
Que vendo a proximidade da boca
Onde havia a pele macia
Ficaram pelos em espinhos?
A hora se aproxima bela e algoz
De ver teu abraço se cumprindo
De ouvir o som da voz imaginado
De tocar o espaço desejado
Onde meu desespero vai sumindo
E enfim que o coração agora fala
De coisas ouvidas anteriormente
O desejo de fazer jus ao adivinho
O secreto frenesi que traz um carinho
Pra se calar ou falar eternamente.
Sem edição, sem revisão, só o grande terror-prazer de escrever o sentimento!
Pra você que me expõe a veia da escrita nua e crua.
E me faz sentir como as ninfas-deusas, cheias de infância e luxuria!
Pra você que é merecedor de todas as coisas boas do mundo!
Obrigada e perdão pelo atrevido ato de escrever-te!
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