terça-feira, 29 de junho de 2010

Esses corações falantes!

Ana Célia Dias

Que a fala te diz quem sou
Não duvido, sei que crês
Mas e o meu medo atrevido,

Esse anseio dolorido,
Pela hora que me vês?


Olho no olho, pele na pele

Fala desconexa, adolescências...


Que dor mais prazerosa é essa

Que me faz errar os caminhos?

Que vendo a proximidade da boca

Onde havia a pele macia

Ficaram pelos em espinhos?

A hora se aproxima bela e algoz

De ver teu abraço se cumprindo

De ouvir o som da voz imaginado
De tocar o espaço desejado

Onde meu desespero vai sumindo


E enfim que o coração agora fala

De coisas ouvidas anteriormente
O desejo de fazer jus ao adivinho

O secreto frenesi que traz um carinho

Pra se calar ou falar eternamente.


Sem edição, sem revisão, só o grande terror-prazer de escrever o sentimento!

Pra você que me expõe a veia da escrita nua e crua.

E me faz sentir como as ninfas-deusas, cheias de infância e luxuria!
Pra você que é merecedor de todas as coisas boas do mundo!

Obrigada e perdão pelo atrevido ato de escrever-te!

Nenhum comentário:

Postar um comentário