domingo, 5 de setembro de 2010

Onde quer que esteja

Tanto tempo é esse que me deixa em brasa
Os meus dias passam como papel solitário
Que o vento leva sem dar itinerário
Longe do meu corpo e da minha casa


Que relógio é esse que não sei se existe

Dentro do corpo ou fora da minha vida

Que se não soubesse de tua partida

Era mais ligeiro e muito menos triste


Que as horas insistem em se arrastar
Quando o teu corpo não está em mim

E a estática me corrói os dias

E no meu ninho frio só resta esperar
O teu braço amigo e suor sem fim

Que me completa de tuas alegrias

Ana Célia (caudalosa!) Dias

(Volte logo pra mim e me envolva com teu todo!)

Um comentário:

  1. Meu atrapalho com as palavras é uma coisa inata. E falar sobre saudade trata-se de um trabalho hercúleo. Abro exceção para você e falo sobre este tema espinhoso. É um ótimo combustível para fazer poesia, e um péssimo sentimento para ser carregado. No entanto, se ela nos toma basta senti-la.

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