Tanto tempo é esse que me deixa em brasaOs meus dias passam como papel solitário
Que o vento leva sem dar itinerário
Longe do meu corpo e da minha casa
Que relógio é esse que não sei se existe
Dentro do corpo ou fora da minha vida
Que se não soubesse de tua partida
Era mais ligeiro e muito menos triste
Que as horas insistem em se arrastar
Quando o teu corpo não está em mim
E a estática me corrói os dias
E no meu ninho frio só resta esperar
O teu braço amigo e suor sem fim
Que me completa de tuas alegrias
Ana Célia (caudalosa!) Dias
(Volte logo pra mim e me envolva com teu todo!)
Meu atrapalho com as palavras é uma coisa inata. E falar sobre saudade trata-se de um trabalho hercúleo. Abro exceção para você e falo sobre este tema espinhoso. É um ótimo combustível para fazer poesia, e um péssimo sentimento para ser carregado. No entanto, se ela nos toma basta senti-la.
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