sábado, 4 de setembro de 2010

À sombra de um vulcão

É... Sei que é parafrasear Fagner.
Mas é exatamente assim que me sinto.
É tão bom, tão confortável...
Mas não é seguro. Sei que parece ingratidão, mas vivo num medo absurdo.
É qualquer coisa como correr perigo constantemente.
Ter medo de fechar os olhos e não mais tê-lo quando abrir.
Coisas de mulher insegura, vocês podem dizer, mas uma das minhas melhores frases é: quem já levou chute na cara tem medo até de caixa de sapato.
É bom demais pra ser verdade.
Sou muito grata, nunca fui tão feliz. E tenho muitos amigos testemunhas disso.
Mas estou cansada de ser forte e encontrei um motivo pra me sentir frágil. E sabem de uma coisa: é muito bom!
Nunca dependi de ninguém e agora estou vivendo as delícias de ser vulnerável.
Esse texto é mais pra agradecer do que pedir. Adoro o meu blog. Ele me deixa a vontade pra ser eu mesma: ora sarcástica, ora sutil.
E hoje, estou misturando essas duas facetas pra dizer o quanto sinto a falta do meu braço forte e protetor. Do olhar que se derrama em mim como calda quente de um doce bom!
Da paciência de ouvir e ler minhas tolices e respeitar minhas perguntas sedentas de aprendizado.
Esse muito obrigado é seu. Por tudo o que me dá e que um dia eu possa vir a perder.
O medo está aí: forte, insistente e cruel.
Mas há muito mais segurança. Não sou mais avestruz. Sou águia. Predarora. Porém cuidadosa com os caçadores.
Cheirinhos nenéns e perdão pela pieguice. Mulher tem essas bobagens de vez em quando.
Até a próxima quando eu tiver textos mais edificantes.

"...Minhas noites novamente são azuis
Minhas tardes são douradas de verão
Você é o meu paraíso
A pessoa que eu tanto preciso
Com loucura e paixão
E rezo com o teu olhar
Eu gozo com a tua voz
Esse amor arrebenta com tudo
Parece até que o mundo
Não sobrevive sem nós..."
Raimundo Fagner

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