Sou muito, sou exagero, sou demasia Sou intensa, de um jeito de quase agonia
No céu - não nuvem - trovoada
Na terra - não poça - enxurrada
Sou maluca, sem rodeios, sou explosão
Sou sincera, assim: quase sem razão
Falo com o corpo, toco com a alma
Me arrepio e me perco! Perco a calma
Não me escondo e tenho medo de assustar
Ao mostrar-te o meu amor assim
Te causando desconforto sem querer
Jeito quase insano de me entregar
E não sei o quanto é bom ou é ruim:
Te ter enfim pra sempre ou te perder
Ana Célia (exarcebada) Dias
Do alto do meu conhecimento literário, encontrei um toque barroco nesse poema. Aliás, dois: os sentimentos extremados e o formato de soneto. Depois eu percebo que isso é normal na escrita de Ana. Quem escreve bobagem sobre literatura sou eu; quem faz literatura é tu, Ana.
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