sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Da confusa decisão de me revelar!

Sou muito, sou exagero, sou demasia
Sou intensa, de um jeito de quase agonia

No céu - não nuvem - trovoada

Na terra - não poça - enxurrada

Sou maluca, sem rodeios, sou explosão
Sou sincera, assim: quase sem razão
Falo com o corpo, toco com a alma
Me arrepio e me perco! Perco a calma

Não me escondo e tenho medo de assustar

Ao mostrar-te o meu amor assim
Te causando desconforto sem querer

Jeito quase insano de me entregar

E não sei o quanto é bom ou é ruim:

Te ter enfim pra sempre ou te perder


Ana Célia (exarcebada) Dias

Um comentário:

  1. Do alto do meu conhecimento literário, encontrei um toque barroco nesse poema. Aliás, dois: os sentimentos extremados e o formato de soneto. Depois eu percebo que isso é normal na escrita de Ana. Quem escreve bobagem sobre literatura sou eu; quem faz literatura é tu, Ana.

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