domingo, 29 de agosto de 2010

No Escuro

Não discordo, não discuto, não reclamo
No momento só vislumbro a dor
Não quero pena, continuo o meu ardor
Não há nada a ver - só sei que amo

Não concorro, não contesto, não aclamo
Quero apenas verter lágrimas ardidas
Vou curar, exterminar minhas feridas
Não há nada a fazer - apenas amo

Me contento, sei do lugar a mim reservado
Não quero um presente virando passado
Nem te afastar dos teus quando te chamo

Me reservo o direito de ser feliz, Ainda
Que no seu universo não seja bem-vinda
Não há nada a querer - somente amo!
Ana Célia (somente triste!) Dias

(Com todo o respeito que lhe devo,
Na concorrência na qual não entro
Quero apenas continuar tentando
te proporcionar toda a benesse
Que conseguir (e que você merece!)
A lucidez ainda me invade
Quero você integral. Ainda que pela metade.)

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