segunda-feira, 2 de agosto de 2010

De coisas boas e simples

Ana Célia (completa!) Dias
Cheiros...
Aqueles que me maltratam com a perspectiva da distância
Toques...

Aqueles que me queimam feito ferro em brasa

Olhares...

Aqueles que me acertam como dardos de curare

Sons...
Aqueles com decibéis povoando minha casa.

Mas tudo é bom!
Tudo é é delicioso
Tudo me chega com afinco
Tudo me melhora no eu mulher

Ninho e infinito

Choro e felicidade
Fogo e mel
Aperto e liberdade


Coisas ambíguas me enchendo o corpo

Coisas todas boas e intensas

Dor e prazer

Grito e sussuro

Que consome depressa feito fogo em mato seco
E me acalenta lentamente feito olho d'água se fazendo em rio

Porque você me põe no colo enquanto menino

E se deita no meu enquanto homem


É o supra-sumo de tudo o que já senti
E apaga tudo se fazendo inédito
E me lê discursos longos e me entrega respeito

E me deixa ser tua se dando pra mim!


Ninho e infinito me acolhendo...

e me dando o espaço...

Pra você que me enche de vida e me recolhe o melhor de mim
Felicidade ao merecedor de todas as bonanças

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